Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Tempo

Tempo que da tua alma
Reflectes o encanto
Das notas que ouço
Tocas nos meus dedos,
Nas minhas mãos profundas.
Ouço-te passar por mim
Pelo mundo fora
Com a tua eterna sabedoria.
Tempo que se espera
És um ser paciente
Tudo gira à tua volta.
E gira pelo tempo que és
Pelo passado que foste
Pelo que poderás ser.
Corres, corres em todo o lado.
Ninguém te vê
Só estas em todo o lado.
Só, apenas, só.
Grandiosamente todos te querem
Todos te odeiam
Pelo tempo que és
Pelo amor que podes ser
Pela vida que provocas
E por tudo o que tiras.
Almas que gritam por ti.
Por mais um pouco da tua passagem.
Gritos que chamam o teu nome,
Que querem o teu toque,
Nas suas peles.
És tu que tens o poder do mundo.
És tu que sabes tudo.
Omnipresente em todas as guerras,
Em todos os corações,
Em todos o sonhos e pesadelos,
Desta tua humanidade.
Tu sabes o que tem de crescer
A hora da colheita
És tu o tempo.
O sabedor do mundo,
Da vida, do universo.
És tu que tens as vitorias,
As perdas,
As vozes dos nossos instintos.
Sabes as dores,
Os amores,
As alegrias.
És tu que dita e ensinas o caminho.
És tu que percorres o rio
Que sabes os seus sentidos
Até ao grande oceano.
Eu prefiro não te ter.
Não olhar para ti.
26/12/2004
publicado por mithus às 22:48
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