Domingo, 24 de Abril de 2005

Recua enquanto podes

Cada vez me prendo neste mundo
cada vez tenho mais vontade de o despresar
dos devaneios das pessoas
dos passos que dão
do seu recuo
por voltarem a tropeçar no passado.
Será que não acordam?
Penso...
tentar perceber já não faz sentido
Penso mais uma vez...
será que é assim que tem de ser?
estão a tropeçar no passado,
novamente,
lentamente,
e gostam de se enliar no passado.
sabem que estão, de novo, dentro dele
por minutos desprendem-se e cortam a corda
mas são apenas momentos de lucidez
minutos de luz na sua mente escura e fechada.
contudo,
os seus olhos continuam fechados pela visão do amor
desse amor que parece curar as dores do passado
não, não curam estao enganados
pessoas que não querem ver a dor que está a crescer
pessoas que querem parar, mas que continuam a andar
pelo caminho escuro e sem luar.
não percebo. Porquê? porque querem continuar com este devaneio?
Não se querem curar, querem mais deste virus...
parem por favor...
deste mal que ninguem quer
acordem!
por favor...
deslinguem esse mundo de fantasia
porque esse outro ser
é a tua dor e a nossa dor
pára porque parar afinal não é morrer
como pensas...
duvidas...
dizes tu
todos as temos mas tu e so tu sabes
que já sabes a resposta para os teus problemas
pára, agora enquanto podes
mas não paraste não é?
o mesmo caminho há de continuar
e tu com ele seguirás
para as trevas.
publicado por mithus às 21:12
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2005

slowly

Devagar
vais correndo
como a vida no viajar
vais crescendo lentamente
como canto do teu mar

vais
querer
ser o mundo a girar
vais viver
a beijar
um meio brilhar
vais vivendo
como as estrelas
a sorrir ao luar

bem devagar
vais querendo
estar no teu devido lugar

e a correr para o mundo
queres mostrar
o teu cantar
de sorte
e risos
das crianças que abrassas
o teu amar

e o anjo
que chora
por cantar
a musica
da vida
a guitarra a flutuar
as notas a vibrar
na esquina
que vês
ali mesmo
ao virar
aqui
agora
eu sei
que o teu brilho está a tocar
as melodias
que gostas
são a vida de uma flor
ao vento a navegar.
publicado por mithus às 22:33
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2005

Meio punho de...

2005-03-23

Meio punho de solidão
atrás do canto de fenix
meio punho de força e de paixão
nos olhos das musas do Tejo
meio punho que bate na mesa
que conta as historias da tua pequena vida
meio punho de sabedoria
que toca na minha mão
o afecto da poesia
meio punho de tradições ja esquecidas
à procura da forma de se modernizar
meio punho de um copo vertido
nas toalhas das noites memoráveis
meio punho de sal
no corpo do mar que te envolve ao luar
meio punho de sol
e luz
num unico olhar
perdido e esquecido
como as flores das paisagens campestres
meio punho deste fado cantado
soldado das guitarras fingidas
no canto de um quarto...
esquecidas...
pelo tempo...
publicado por mithus às 22:57
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A esperança está em ti

A esperança és tu
Está no teu olhar, não no meu.
Mas eu posso ser a tua esperança

Por mais que corras nesse teu próprio ser
Olhas para trás e procuras o que não tens
Eu também, sabias?
(Mas o passado já lá vai…)

Corres para alcançar aquilo que há muito perdeste.
O passado não volta,
Deixa-o estar no sitio onde está.
Por vezes, é melhor assim.

Não chores agora.
Não, agora não.
Os teus olhos são belos demais para isso
Apesar de não os poder ver.

Eu sei que sofres.
Apesar do teu sorriso, tu sofres.
Aqui, ali…
As gotas do teu passado ainda te corroem.
Eu também tenho o teu passado.
Pensas que não, mas tenho.

Gostava mais se olhasses para o futuro.
Tu sabes do teu futuro, sabes que pode ser sempre melhor.
Só tu o podes mudar e torná-lo positivo.
Apesar de seres feliz, falta-te algo.
Eu sei…

A mim também me falta.
Eu sei como é.
Não chores por aquilo que já não tens.
Eu estou aqui.
Não estás só.

Tu pensas, eu sei.
Pensas que o amor te voltou as costas,
Mas ele está ai,
Mesmo ao pé de ti.

Olha bem ao teu redor.
Olha bem para o mundo que está à tua volta.
Toma mais atenção aos que te querem bem.
Há muita gente eu sei, mas olha bem.

Tu olhas para trás
Eu sei que ainda esperas o regresso de alguém,
Mas olha agora para a tua frente.
Olha mais de perto, e ainda mais…

Tu sonhas com o passado.
Eu sei como é.
Eu também já tive o teu passado.
Acorda para o mundo.
Eu estou aqui não me vês?

Acorda para este mundo que está à tua volta.
Há um mundo que tu ainda desconheces, sabias?
Olha para dentro dele
E descobrirás que não estas só.

Eu estarei sempre aqui
Mesmo recente, estou aqui.
Para te proteger, para te agarrar quando quiseres desistir
Porque eu nunca, mas nunca te deixarei cair.
És demasiado especial para caíres.
Uma pessoa como tu não se perde no infinito.

Tu .
Tu nunca mereceste cair na tua própria desgraça.
Não quero que chores,
Porque de cada vez que pões a tua pena a flutuar e choras,
Eu choro contigo.
Porque ambos falamos a mesma língua
E sabemos que
Não sabemos um do outro mas somos iguais.

As pessoas mais belas de espírito nunca são deixadas para trás.
Podes ter a certeza que nunca me vou esquecer de ti,
Em qualquer momento.
Se sabes, não sei.
Mas eu sei que sei o quanto vales.
Vales muito mais do que aquilo que pensas valer.
Um dia serás grande.
Eu tenho a certeza disso.
E espero que não me deixes ficar mal,
Porque eu acredito em ti,
Apesar da distância.

26-11-2004
publicado por mithus às 22:55
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A Carta

E como o amor
vivem as palavras de gloria em ti
e faz da tua alma a flor
de todos os teus sonhos
e desse sonho
tenta reflorescer toda a paixão
das coisas que mais gostas (em ti)
e pensa
que da outra metade
que está em ti
um outro sonho é esperado com folgor.
Percegue o sonho
e encontrarás o teu caminho.

14/03/2005
publicado por mithus às 22:49
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Tempo

Tempo que da tua alma
Reflectes o encanto
Das notas que ouço
Tocas nos meus dedos,
Nas minhas mãos profundas.
Ouço-te passar por mim
Pelo mundo fora
Com a tua eterna sabedoria.
Tempo que se espera
És um ser paciente
Tudo gira à tua volta.
E gira pelo tempo que és
Pelo passado que foste
Pelo que poderás ser.
Corres, corres em todo o lado.
Ninguém te vê
Só estas em todo o lado.
Só, apenas, só.
Grandiosamente todos te querem
Todos te odeiam
Pelo tempo que és
Pelo amor que podes ser
Pela vida que provocas
E por tudo o que tiras.
Almas que gritam por ti.
Por mais um pouco da tua passagem.
Gritos que chamam o teu nome,
Que querem o teu toque,
Nas suas peles.
És tu que tens o poder do mundo.
És tu que sabes tudo.
Omnipresente em todas as guerras,
Em todos os corações,
Em todos o sonhos e pesadelos,
Desta tua humanidade.
Tu sabes o que tem de crescer
A hora da colheita
És tu o tempo.
O sabedor do mundo,
Da vida, do universo.
És tu que tens as vitorias,
As perdas,
As vozes dos nossos instintos.
Sabes as dores,
Os amores,
As alegrias.
És tu que dita e ensinas o caminho.
És tu que percorres o rio
Que sabes os seus sentidos
Até ao grande oceano.
Eu prefiro não te ter.
Não olhar para ti.
26/12/2004
publicado por mithus às 22:48
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A verdade da mentira

Estás de olhos fechados,
tão vulnerável
às terríveis cores do mundo.
Preferes não ver
o olhar do mundo
Distrais-te com o som das palavras
com o som das melodias
Essa venda não te deixa ver
aquilo que construíste
Sentes as cores a pingarem na tua face
Cintilando o veneno
da sociedade
onde vives
onde preferiste viver
aqui, neste mundo de mentiras.
não queres ver
os olhares vazios
dos que correm em euforia,
dos que andam a marco do tempo,
dos que pensam saber o que fazem.
Mas tu não queres ser assim.
Usas os teus olhos cerrados
para não veres as cores da sociedade.
O mundo corre inversamente.
Tu não o vês assim,
usas os teus sonhos,
as tuas próprias melodias
para tentares viver aqui
na comunidade das mentiras,
da traição, da intolerância.
Melhor assim,
viver vendado
para não saber e
preferir viver ignorante,
porque o que há para ver
não e se não a própria
ilusão de se pensar que se esta a ver
a própria realidade.
Novembro/2004
publicado por mithus às 22:43
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Será que vale apena

Será que vale mesmo apena?
Será que depois de tentarmos tudo, de darmos tudo, será que vale mesmo apena?
Será que depois de dares o teu coração vala mesmo apena?
Será que depois de tentares tudo para abrires os olhos de alguém vale mesmo apena?
Será que depois de ajudares, de chorares, de olhares, de respirares, de amares...será que vale apena?
Será que depois de confiares, depois de beijares, depois de sorrires vale apena?
Afinal o que é vale apena?
publicado por mithus às 22:42
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Sente o momento

Fecha os olhos.
Sente o beijo.
O frio apodera-se da escuridão
O gelo aproveita-se do coração
E a luz teima em não aparecer.

Então fecha o sonho
De estar na luz
E sente o momento.

Mas olha para o azul
Vê a face do dia
Estende a tua mão para o sol
Sorri entre as nuvens
Tão puras.

Então fecha o sonho
De estar na luz
E sente o momento.

Ó noite que estas ao pé de mim
Deixa-me acordar aqui…
Então fecha o sonho
De estar na luz
E sente o momento.

E a vida corre devagar
Sente o momento
À chegada do dia.
/2003
publicado por mithus às 22:40
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Rasgos da Memoria

Rasgos de luz
dentro de mim.
Rasgos de luz
dentro de ti.
Rasgos de sol
Por dentro das nuvens.
Verde coberto
por entre a bruma.
Respira este ar
de dentro da montanha
onde estás sentado
olha o amor
que está por toda a parte.
Lá do alto vez a luz
vez o sol e o mar
e vais cobrindo a vida
com respeito.
Olhas o azul do mar
Rasgos do teu olhar
São reflexos da memoria
que no espelho translucido
queres dominar.
Olhas com a tua arte
o teu respirar
o verde da floresta
o azul do teu mar.
Com as raizes
procuras as respostas
para as palavras
que não te saem
E lá do alto da montanha
no horizonte
a sonhar
corres e saltas para
o poente do astro
que sorri ao teu virar.
6/02/2005
publicado por mithus às 22:37
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