Terça-feira, 31 de Maio de 2005

The dark angel (o outro lado do espelho)

Maquiavelico
é o meu olhar
sempre que te olho nos olhos
Sempre que te agarro
e te quero abraçar

Destruidor
são as minhas mãos
que sempre que te tocam
pensam no fogo da paixão

Dor
é o espaço e o tempo
que percorro para te ver
Para te ler
porque não é preciso dizeres nada

Odio
é a espera
são os dias a passar
são as flores a murchar
e o medo de as ver secar

Medo
é o chão a fugir de mim
é o esquecimento
é dormir acordada
neste tempo.
publicado por mithus às 23:52
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O cantar do relogio

Ouve o relogio a tocar
Ouve com clareza
Tenta recordar a tua franqueza
algumas coisas que disseste
ao meu ouvido
devagar
devagar
como um sossurrar
devagar
devagar

as palavras que
quem sabe acordaram
o barulho do relogio

ouve a paz
não te esqueças
ouve o canto, a voz, a tua voz
do teu coração

ouve os sorrisos
do teu relogio
não consigo te encontrar...
estás ai???

tenho o tempo na minha mão
estás ai???
toma-o de volta
tenho-o aqui,
bem perto de mim
aqui
será que está longe de ti?
publicado por mithus às 21:08
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

A poesia da obscuridade

quem olha nos meus olhos
não vê akilo q sou
porque a minha alma está fechada
à espera de quem eu sou
e no voo da gaivota
tornei-me naquilo que não sou
ou que não queria ser
e ao vendo me deitar
à espera da estrela que não finda
De novo o olhar da cruz
pregada no meu coração
à espera do vento norte
que traga a esperança
e de novo me olha em mim
e vejo akilo que não quero ser
que a luz que radiava
já à muito foi e perdera-se
Agora de novo me dizem
que não fui aquilo que queria ser
que afinal estava perdida
e continou a vê-la a crescer
Na imensidam do olhar
que bate forte em mim
de novo vejo a derramar
as estrelas do norte em ti.
Não quero aquilo que sou
não gosto daquilo que vejo
quero partir este copo
de lágrima e do beijo
Quem não vê os meus olhos
não conhece aquilo q sou
que sou uma pena no deserto
dos montes de terra branca.
Os espelhos não foram minha companhia
de verão, inverno ou outono
porque sempre vejo a primavera
bem atrás do meu ombro.
quero ser akilo q não sou
igual a todas as flores do deserto
Mas de novo caiu em mim
e vejo akilo q não sou
pena leve de deserto
de idade tenua ainda em flor
tudo akilo que o deserto
não quis
e me deixou.
publicado por mithus às 23:37
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Lobos no meu quarto

Tenhos lobos no meu quarto
a olhar para os meus olhos
vêem aquilo que não sou
comem aquilo que eu tenho
viveram como parasitos
atrás da minha porta
querem sofocar-me
com as palavras que me enforcam
Gozam o prazer de me ver sofrer
de olharem com despreso
esta forma do saber
e das noites de lua cheia
saem para fora do sei covil
querem o sague da guerreira
que os libertou do sei vaziu
e agora que estão de partida
já não querem saber
que outrora
fui a querida
agora so querem é fo**

publicado por mithus às 23:25
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Terça-feira, 24 de Maio de 2005

Um sorriso

Não me digas que a magia está perdida
que todas as paixões acabaram
acende um luz e continua a tocar
deixa o tou sorriso de ouro
precisas da tua paz todo o dia
lá porque tiveste um mau dia
não andes para trás
continua a tocar
porque os dias acabam ao luar
e de novo o sol volta a raiar
todos os dias tens o céu a cantar
lá porque tiveste um mau dia
não andes para trás
continua a tocar
sorri para a vida
acende a tua luz
grita até cair
com um sorriso no ar
aproveita os sentimentos da doce vida
aproveita a luz, o sol e o mar
e toda a tua vida a brilhar
a brilhar, a brilhar...
publicado por mithus às 22:43
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Quando a noite chega

Vem a noite
e a lua cheia
vem com o brilhar
e as criaturas
da neia noite
preparam-se para atacar
e os demonios
vão se transformar
vem com a noite
vem e solta o demonio
as criaturas
do teu olhar
vem que a noite
não escurece o teu reflexo
porque este é o trilho
que percorre todas as luzes
liberta-te e deixa respirar
publicado por mithus às 22:36
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Escrevea aqui... nas minhas mãos

Estas palavras são
o meu mundo
e a minha atenção voa
preciso de maior inspiração
preciso de ler uma clássico
onde está a folha de papel?
deixa-me escrever o meu diario
estas palavras que são minhas, são minhas...
doces, cores, amores, verdes flores de verão
em toda a parte...
deixa xorrer a escrita do meu coração
não sejas tão parvo...
deixa-me escrever todo o dia
no meu diario de papel
preciso de inspiração
preciso de ler um clássico
preciso de ver um filme
tentar procurar a magia
deixa-me escrever no meu diario
não sabes...
deixa-me olhar-te e desenhar-te
deixa-me escrever no meu coração
não sejas tão parvo
escreve nas minhas mãos...
publicado por mithus às 22:24
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Portugal dos pequeninos

Eu sou o super homem
eu sou o corredor das ruas
eu sou o maior
e vivo à esquina
não me perco nas ruas do mundo
porque sou maior
porque sou o maior.

combato com a tua filosofia
não sou fragil de cair no chão
sou uma estrela cadente
que não cai no chão
porque sou o maior
porque sou o maior
porque não caiu n chão
sou mais rapido que um relâmpago
porque combato com a filosofia
porque sou o maior
porque nao caiu no chão
tu sabes a minha força
sou mais forte que o mundo
sou maior q o universo
sou mais rápido do que tudo
porque sou o maior.
publicado por mithus às 20:09
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2005

O sonho do menino

Menino que corre
que procuras então?
que segredos descobres
atrás do coração?

Menino pequeno
de olhos bonitos
onde deixas
o teu bonito olhar?

menino tão doce
de tantos amores
descobriste então
os teus preciosos tesouros?

não corras depressa
pois podes cair
à que olhar primeiro
para o sitio onde ir

mas arrisca
por vez
pois podes criar
é um direito teu
uma forma de sonhar

e denovo
vai menino
tentando mais uma vez
aquilo que queres ser
aquilo com que queres crescer.
publicado por mithus às 20:09
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Um livro igual a tantos outros

E depois de te ler
e depois de virar as tuas paginas
e de te ver
não gostei

agarrei
no pequeno livro
que és tu
e queimei

ilusão
numa noite de vento
das lágrimas do céu
a percorrerem os ventos de mundo

deixei
as paginas ao vento
para mudarem com a lua

e depois
depois deixei
o que sonhei
e arranquei
as páginas desse livro

porque no fim
pensei
que afinal
a escrita era a mesma
dos outros livros bizarros
com que sonhei

e depois
mais uma vez
continuei
aquilo que tinha começado

e agora
que continou a te ler
e vejo o que não queria ver
penso que afinal
voltei
ao lugar que afinal nunca deixei.
publicado por mithus às 19:57
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